Por que estudar?

Manter o equilíbrio entre trabalho, estudos e autocuidado é um desafio — mas é possível criar uma rotina que respeite seu tempo, energia e saúde.

Estudando online com os materiais gratuitos da Professora Lúcia Helena Galvão aprendi a importância da etimologia das palavras e de seu estudo. Veja, como eu poderia escrever um texto para te dar dicas sobre rotina de estudos pressupondo que você já tem claro em sua mente o que é rotina e o que é estudo?

Quem convive comigo sabe que eu sou uma grande nerd. Sempre fui, desde criança. Via oportunidade para estudar em tudo que fazia: o banho dos cachorros, as brincadeiras de pique. Um vez, o trabalho da escola foi levar uma semente de feijão para casa e voltar com o pé de feijão na aula seguinte. Lembro com detalhes que, propositalmente, eu plantei minha semente em um pote de sorvete, não fiz os furos no vaso (que a professora havia pedido), usei uma terra seca e reguei a semente colocando água em um vidro velho de shampoo. Ainda assim, ela nasceu. Me peguei pensando: como é que esse feijãozinho cresceu mesmo em uma terra sem nutrientes, em um recipiente não adequado e regado com água com sabão? Esse é o papel do estudo, vem comigo que eu vou te explicar! Mas antes, vamos entender o que é rotina…

A palavra rotina vem do Francês ROUTINE, que significa “trilha batida, curso costumeiro de ação”. Essa, por sua vez, deriva de ROUTE, “rota”, do Latim (VIA) RUPTA, “(caminho) rompido, aberto à força”. É interessante pensar que uma palavra que originalmente significa romper caminho à força, tenha se tornado o conceito “rotina”. Este passou a significar um conjunto de ações, procedimentos ou hábitos que são realizados de forma regular e repetitiva (costume). Já a etimologia de “estudo”, no contexto da língua portuguesa, remete à palavra latina “studium”, que significa “aplicação zelosa, ardor”.

Seria correto então dizermos que uma rotina de estudos é a aplicação zelosa, regular e repetitiva de um conjunto de ações com o objetivo de aprender algo (verbo estudar = dedicação de esforço na busca pelo conhecimento)?

Agora que você já tem uma definição do que é rotina de estudos – digo uma, porque você pode construir a sua própria definição – vamos as dicas de estudo que eu prometi.

  1. Sem inventar a roda;

Tudo o que você se propõe a estudar hoje, começou de algo. Sou cego e quero ler: há o código braille. Estou cansado de ifood e quero aprender a cozinhar: existem as receitas. Quero ser astronauta: existe a NASA. Quero aprender a investir: existe o legado do Warren Buffet e N outros investidores para te ensinar. Em resumo: comece pelo que está pronto, o resto virá com a jornada e como consequência.

  1. Do conceito à prática;

Platão nos ensina que tudo que existe começou no plano das ideias. Comece pelo conceito que resultou no que você quer estudar. Por exemplo: meu trabalho é comercializar uma plataforma que automatiza operações de importação e exportação. Antes de vender o produto, eu procurei com meus pares, na internet e em livros e me fiz várias perguntas, como:

Qual o conceito de comércio exterior/importação/exportação?

O conceito é o mesmo em todos os países?

O que significa conceitos específicos do setor como INCOTERMS, DEMURRAGE, FREE TIME? 

Este exemplo se aplica a muitos objetos de estudo. Em algum momento da sua vida você aprende a dar troco (troca de dinheiro). Antes, contudo, você aprende os conceitos de soma e subtração. 

  1. Por quê?

Louis Braille criou o código Braille porque, por um acidente na oficina do pai, o menino perdeu a visão. Ele queria estudar e passou anos pesquisando códigos de comunicação. Ele usou a dica número 1 (sem inventar a roda) e foi buscar algo que ele pudesse usar. Até esbarrar com o código criado por Barbier de La Serre, militar, para que membros de outros exércitos não pudessem compreender informações compartilhadas importantes para a vitória do exército, chamado “escrita noturna”. Louis se deu conta de que era um começo, mas ainda não atingia seus objetivos. Seu porquê era democratizar a leitura, isso o inspirou a criar seu próprio sistema. Todos nós temos um porquê, basta sermos corajosos o suficiente para perguntar e buscar a resposta. 

Espero que essas três dicas te ajudem e te inspirem a estudar mais. 

Bons estudos!