Manterei constante vigilância sobre mim mesmo e – muito proveitosamente – submeterei cada dia a uma revisão. Porque é isso que nos torna maus – que nenhum de nós rememora a própria vida. Refletimos apenas sobre o que estamos prestes a fazer. Entretanto, nossos planos para o futuro provêm do passado.
Sêneca, Cartas MORAIS, 83.2
Já aconteceu mais de uma vez de alguém me perguntar: “Júlia, de onde você tira tanta energia?”
Nem sempre eu me senti assim. Produtiva, organizada, centrada. Me lembro perfeitamente de me olhar no espelho e sentir o peso do cansaço, observar os olhos fundos, as bolsas negras denunciando a privação de sono, erupções por todo o rosto devido ao estresse e pensar: meu deus, como é que eu vim parar aqui?
Quando eu tinha 16 anos, prometi a minha mesma que acharia meu propósito de vida. Isto é, minha missão pessoal. Há pessoas privilegiadas que sabem o que querem fazer desde criança. Eu? Enquanto escrevo este texto, 11 anos se passaram. Hoje, posso dizer que estou a 85% de encontrar esse bonito. Trabalho duro, comprometimento, desejo, sonhos, estudo. Sempre teve muita coisa envolvida mas nem sempre trabalho organizado. Foi Jacob Petry quem disse: “As pessoas que se destacam das demais, em algum momento, decidem definitivamente o que querem, quando o querem, por que o querem e como irão conseguir o que querem” (PETRY apud Hill 1928).
Por não ter meu trabalho organizado como deveria, eu bati cabeça por 11 anos.
Um pequeno parêntesis: entendo trabalho como todo esforço organizado em busca de um resultado desejado e não necessariamente a visão capitalista de trabalho remunerado. Nesse sentido, após ler e consumir bastante coisa da autora Thais Godinho (que inclusive é autora da frase ai de cima) entendo que trabalho bom pra alma, bom pra gente, bom pro mundo é trabalho coerente. Muitas vezes, por focar no conceito tradicional de trabalho incutido em nossa mente, nós não nos permitimos pensar no trabalho físico, intelectual, espiritual e emocional que precisamos exercer para encontrar coerência (por consequência) no trabalho formal, isto é, aquele cuja contribuição doamos ao Estado, ao Empresário, a si mesmo, seja quem for seu “chefe”.
Aqui, reforço duas coisas em que é importante canalizar sua energia nos anos que virão:
- Invista energia consciente no seu corpo físico, no seu intelecto (estudo), nas suas emoções (controle da mente) e no cultivo da sua espiritualidade (sua relação interdependente com o Planeta em que habita, independente de religião).
- Escolha o método de organização para trabalhar essas 4 esferas que melhor convém à sua realidade (a vida tem fases diferentes para cada um) e o siga.
No final do dia, é o tempo investido nos quatro pilares do item “1” que farão você seguir adiante.
Se são 4 pilares, dois itens e uma chuva de coisas para fazer, por onde eu começo, Julia? Aquele pulo do gato dos estóicos mais uma vez… “O círculo de controle contém apenas UMA COISA: sua mente.”
REFERÊNCIAS
HOLIDAY, Ryan. HANSELMAN, Stephen. Diário estóico. Rio de Janeiro, Editora intrínseca, 2022.
GODINHO, Thais. Trabalho organizado. São Paulo, Editora Gente, 2018.
PETRY, Jacob. As 16 leis do Sucesso. São Paulo, Faro Editorial, 2017

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