Uma vez assisti um filme que chamou os imprevistos de temperos da vida. Achei engraçado como o personagem em questão, um chef, conseguiu resumir tão bem, pela perspectiva de sua profissão, nossos vieses.
Como seria uma comida sem nenhum tempero? Aliás, acho que no fundo todos nós sabemos: é aquela que te faz sobreviver mas não alimenta. Assim é a vida.
Muitas vezes a vida está ali, presente e nos nutrindo, é verdade. Garantindo nossa subsistência, o calor, a segurança, a homeostase, a digestão. Contudo, não o essencial: o alimento do ser.
Da minha cama observo a chuva cair e os múltiplos aspectos que a vida em sua sabedoria manifesta este alimento, este da alma! Aqui, cabe ressaltar que a palavra “alimento” tem sua etimologia no latim alimentum, que por sua vez deriva do verbo alere, que significa “nutrir”, “alimentar” ou “fazer crescer”. Essa raiz latina carrega a ideia de substância que nutre e sustenta a vida. Você não iria acreditar no tanto que ela, a vida, sustenta a vida — risos.

“A verdadeira sabedoria é aceitar o incontrolável”
— S ê n e c a
Caminhei pela casa e presenciei ela sussurando uma receita esquecida de Bolinho de chuva para uma mãe sem dinheiro para comprar lanches no fast food, cujos filhos pediam “algo gostoso”. Era fim de tarde, quase noite e a mãe – empolgada pela possibilidade de atender seus filhos sem comprometer o orçamento da casa – fez um prato cheio dessas gostosas gotinhas de chuva, daquelas bem rechonchudas e molhadinhas por dentro. Ninguém esperava!
Visitei outra cidade e a vi, serena, saindo de fininho e convencendo uma neta a entregar um buquê de flores à avó semi acamada em um dia de muita dor. Quem, feliz e esquecendo das dores por alguns minutos, conseguiu se levantar sozinha para colocar água em seu jarro favorito.
— Que lindas, flores! Minhas favoritas — Ela disse. Seus olhos brilhavam.
Cansei de andar por ai mas ouvi, na chamada de vídeo de um celular a tal da Vida, travessa, fazendo um vendaval na comunicação de uns parentes. Começou uma grande lavação de roupa suja! A família que há anos estava sem se falar, agora cá está: brigando. Contudo, juntos buscam uma solução que os faça conviver, amar e partilhar novamente. Não sei bem o desfecho, mas que eles estão se falando estão!
Ah, vida… eu vi diante dos meus olhos. Foi você também que fez um menino que não sabia ler soletrar seu nome em gestos, no alfabeto dos surdos, como mágica e se sentir capaz e inteligente, como há muito não sentia, pelas trocas maldosas com os coleguinhas de classe. Que habilidade é essa que você tem de fazer as coisas transmutarem? Quer dizer, quando você age eu nunca sei o que é possível.
Era uma quinta-feira. Lembra quando você fez uma menina que achava que estava no comando de tudo (como pode? nem 30 anos ela tinha) ficar sem andar e operar a coluna? Puxa, eu achei que passou dos limites, até para você. Daí, você me mostrou essa mesma mocinha recuperada, andando a passos tronchos, tortos e errôneos, lutando contra a resistência da água e eu sorri. Olhei para trás e a vi sorrindo também.
Nossa, sem falar nos desafios que você cria. De onde você tira tanta criatividade, sério?
Você deu vida a um escritor que dirigiu um filme em que é possível que as mãos das pessoas sejam salsichas, digo, literalmente. Isso não é uma metáfora, alegoria ou seja lá qual for a figura de linguagem que seja possível transmitir isso.
Talvez seja dai que resulta muitas das questões que temos contra você. Queremos ter este mesmo dom de criar um leque de infinitas possibilidades, ao mesmo tempo, o tempo todo a cada micro decisão tomada. Mas vida, este é um dom só seu. Veja, você deve nos alertar que machuca querer ser o outro. Qurer um dom e um sentido que não o seu.
Vida, nós já somos amigos há algum tempo. Deixe-me falar agora, não me venha com outro desafio. Dê-me cinco minutos, é importante.
Use sua força para mostrar as pessoas sua própria vida — mesmo que elas estejam hipnotizadas com a sua habilidade — aquela que reside no guarda-chuva dos cílios molhados. Isso mesmo, destes cobertos de lágrimas. Fruto da emoção do alimento que consumiram em primeiro lugar. Este, que encontrou um espacinho, bateu no peito e disse:
— É aqui. Posso desatar os nós, desfazer-me dos sapatos, largas as malas. Estou na vida onde devo estar. — Nesse momento, ela olhou-me confusa.
— Mas elas não se acomodarão neste lugar, menina? — Respondeu-me, a expressão séria.
— Ai, vida. Você nunca me deixa terminar de falar. Na verdade, é preciso sim que elas encontrem essa vida e repousem neste paraíso. Do contrário, de onde tirariam forças para ajudar o próximo a encontrar este lugar também? É como diz o povo: “palavras convencem, exemplos arrastam!” — Expliquei, com energia, gesticulando no ar.
— Então, você deseja que eu as conceda o caminho até essa vida para que elas construam caminhos para os seus pares? — Ufa, ela entendeu.
— É isso — continuei. — Veja, ninguém consegue nada sozinho, nem mesmo você. Mas juntos, UAU, veja que obra incrível faríamos. Você dará caminho até o alimento da alma e nós, desta vez realmente nutridos, corpo, mente e espírito, compartilhá-lo-emos com todos que pudermos até que você nos visite mais uma vez e diga: Está na hora. Uma nova vida o espera.
O filme acabou e eu aprendi com aquele chef que sim, no dia a dia reside o tempero da vida. E esta, tem sim uma receita de bolo. Todavia, o CHATGPT também me ensina, quando pergunto:
— Chat, é possível saber quantos tipos de receita de bolo existem no mundo?
— Pergunta excelente — e mais complexa do que parece 😄
👉 Em resumo:
Não há um número exato nem estimado oficialmente de quantos tipos de receitas de bolo, salgado e doce existem no mundo (…) dá pra te dar uma análise bem fundamentada com base em dados culturais, gastronômicos e estatísticos. Dizem que existe “a receita certa”, mas, na verdade, há mais de cento e quarenta mil maneiras de misturar farinha, açúcar e sonho e todas podem dar certo, se forem feitas com intenção. — É chat, quanta sabedoria humana você tem para uma inteligência artificial.
O que o Chat quis dizer é que talvez você seja aquele que segue à risca a receita do livro, ou aquele que improvisa com o que tem em casa.
Há quem prefira o bolo simples, morno e com café; outros buscam o mais elaborado, cheio de camadas e cobertura brilhante.
Mas todos estão, no fundo, tentando fazer o mesmo: dar sabor ao tempo que passa.
A receita da vida até existe — mas não é uma só.
Ela depende da temperatura do seu forno, do tipo de farinha, do quanto você mexe a massa e, principalmente, do amor que coloca no processo.
Se errar o ponto, não tem problema.
Basta tentar de novo, ajustar o fermento, e descobrir que a graça não está em acertar sempre, e sim em descobrir qual bolo você nasceu pra assar e, é claro, compartilhar.
A vida te deu os ingredientes — agora é com você. O que falta pra começar a misturar?


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